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APAHSD na Mídia

APAHSD na Mídia

 

Ano 2006

 

3 de abril de 2006 Superdotados têm problemas na escola – Aprendiz

Superdotados têm problemas na escola

 

 


Publicado pelo Aprendiz 03/04/2006

(Cassia Gisele Ribeiro)
Quando se fala em inclusão de alunos com necessidades especiais, a tendência é pensar somente em crianças com alguma deficiência. No entanto, alunos com outras singularidades também precisam de atenção especial. Foi pensando nisso que a Secretaria de Educação Especial (Seesp), do ministério da Educação, decidiu implementar núcleos de atividades de altas habilidades que vão atender alunos superdotados nas escolas públicas do país.

“O objetivo dos núcleos é atender alunos com altas habilidades e promover a formação de professores para identificação e atendimento desses estudantes”, afirma Renata Rodrigues Maia-Pinto, analista de planejamento e gestão educacional da Seesp. Os núcleos são divididos em três áreas: atendimento à criança, atendimento à família e atendimento ao professor.

Além de oferecer cursos de capacitação de professores, o projeto atua na criação de salas de recursos para crianças superdotadas dentro das escolas regulares. “A idéia é que educadores especializados visitem as escolas, orientem os professores para o trabalho de identificação e encaminhamento dos alunos”, explica. Anualmente, a secretaria já aplica o curso Superdotação no Contexto Escolar, com carga horária de 80 horas, destinado a professores do ensino regular.

Para ser considerada superdotada, a criança deve passar por uma avaliação multidisciplinar, que identifica se ela tem habilidade acima do considerado “normal” em uma ou mais áreas de conhecimento (acadêmica, corporal ou criativa/artística). A superdotação deveria ser identificada primeiramente na escola, no entanto, muitas vezes isso não acontece.

“Não é tão fácil quanto parece identificar uma criança com altas habilidades, pois ela normalmente tem problemas na escola, como falta de interesse, agressividade, arrogância, impaciência, hiperatividade e excesso de auto-crítica”, explica. “Justamente por isso, a capacitação de professores é tão essencial, pois permite quebrar o mito de que o aluno superdotado é aquele que presta atenção em todas as aulas e que só têm notas altas”.

Para a pedagoga Ada Cristina Toscanini, uma das fundadoras da Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação, isso costuma acontecer porque os alunos superdotados ficam impacientes quando o professor levanta questões que ele já conhece. “Os alunos com altas habilidades são os que mais apresentam chances de evasão”, alerta. Em sua opinião, o modelo massivo das escolas, que parte do princípio que as crianças de determinada faixa etária têm a mesma bagagem de conhecimento, é o grande responsável pela evasão escolar.

A associação atua diretamente com os alunos e oferece capacitação para professores. Além disso, a entidade tem como objetivo cobrar do governo políticas públicas que dêem conta de atender essa demanda. “No momento, estamos cobrando do governo uma unidade do Seesp em São Paulo, pois sabemos que, ao contrário do que eles alegam, há público precisando do atendimento”, afirma.

http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=51aa096d0af470100140984bf279232a

 

Ano 2007

 

31 de Julho de 2007 – Rede Record – Jornal – Altas Habilidades

(VIDEO)

12de agosto de 2007 – Rede Gazeta – Mulheres

(VIDEO)

 

20 de setembro 2007 – Fotos Entrevista – Rede Futura

 

10 de outubro de 2007 – Gilberto Dimenstein – Talentos clandestinos

São Paulo descobre suas crianças superdotadas

Talentos clandestinos


Estudantes com habilidades muito acima da média têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula”
Rebelde e inquieta, Ada Toscanini dava trabalho a seus professores em Buenos Aires -e os professores também lhe davam trabalho, submetendo-a a vários castigos e até a humilhações, como expulsá-la da escola. Toda essa rebeldia deixou-a obcecada por descobrir talentos incompreendidos.

A inquietude continuou na vida universitária: iniciou três cursos -matemática, física e biologia-, mas não concluiu nenhum deles. O regime militar fez com que ela se refugiasse em São Paulo. Teve três filhos, todos com dificuldades em sala de aula. “A diferença é que, antes de serem expulsos, os tirava da escola.”

No Brasil, cursou pedagogia com foco em crianças com necessidades especiais e, depois, se dedicou à arte-terapia. No consultório, percebeu que muitas das crianças que lhe eram encaminhadas por causa de dificuldades na escola sofriam do mesmo “mal”: excesso de talento. “Algumas chegavam a ser medicadas.”

Muitas vezes, crianças com excesso de inteligência apresentam sintomas de hiperatividade e distúrbio de atenção e acabam sendo obrigadas a tomar remédios ou a fazer terapia.

“Ocorre que, freqüentemente, os estudantes com habilidades muito acima da média precisam também de estímulos apropriados para se desenvolverem e têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula.”

Ada passou, então, a se aproximar de entidades que estudavam o caso de crianças com altas habilidades, popularmente mais conhecidas como superdotadas. Ela prefere ampliar o conceito para englobar não apenas os estudantes que se destacam no aprendizado das matérias escolares, mas também aqueles que sobressaem quando o assunto é empreendedorismo, liderança, esportes ou artes. Alguém com habilidades relacionais -fazer amigos e estabelecer contatos- pode se encaixar nesse grupo.

Mas o que a deixou surpresa foi o que descobriu quando começou a investigar as escolas públicas.

Durante vários anos, ela aplicou testes em estudante de escolas municipais de bairros pobres de São Paulo.

Invariavelmente, encontrava um grupo de cerca de 20% de crianças com altas habilidades, muitas das quais tidas como problemáticas pelos próprios pais e pelos professores.

Dedicou-se a ensinar os professores a perceber quando estão diante de um aluno com sinais de alta habilidade. O difícil, porém, não é identificar esses jovens. A dificuldade está no que fazer com essa informação. Ada recebe um grupo de alunos com essas características. “Alguns faltam porque não podem pagar a passagem do ônibus.”

O que acontece quando essas pessoas são acolhidas ela aprendeu, de fato, em casa. Depois da turbulência escolar, seus três filhos descobriram sua vocação e encontraram suas profissões. Entre as várias lições, eles lhe ensinaram a importância da disciplina. “Eu os deixava fazerem em casa o que não podiam fazer na escola.” Um dia, disseram que queriam morar numa “casa normal”.
“Ficaram mais seguros com a disciplina que eles próprios criaram.”

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

Estudantes com habilidades muito acima da média têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula”

” pesquisa folha 19/10/2007

Entenda mais sobre superdotados e pessoas com altas habilidades

Será que seu filho é um superdotado? O que é um superdotado? E uma criança prodígio? E um gênio? Há alguma explicação científica para o fato de algumas pessoas serem superdotadas? Veja essas respostas e também dados sobre a vulnerabilidade juvenil, segmento da sociedade em que também pode se encontrar jovens com altas habilidades.

Classificação de Superdotação, segundo o Conselho Brasileiro para Superdotação:
Precoce: a criança que apresenta alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento, seja na música, na matemática, na linguagem ou na leitura.

“Criança prodígio”: para sugerir algo extremo, raro e único, fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, sem orientação formal, já aprendia peças com rapidez, e aos sete já compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa.

Gênios: Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros mestres, são ainda exemplos de gênios, termo este reservado para aqueles que deram contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos que, até entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na história.

Superdotação ou altas habilidades: As habilidades apresentadas pelas pessoas aqui citadas, tenham sido elas precoces, prodígios ou gênios podem ser enquadradas em um termo mais amplo, que é a superdotação ou altas habilidades.

O superdotado/talentoso/portador de altas habilidades é aquele indivíduo que, quando comparado à população geral, apresenta uma habilidade significativamente superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou várias áreas:

a.. Acadêmica: tira boas notas em algumas matérias na escola – não necessariamente em todas – tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida das coisas, demonstra facilidade em memorizar etc.
b.. Criativa: é curioso, imaginativo, gosta de brincar com idéias, tem respostas bem humoradas e diferentes do usual.
c.. Liderança: é cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.
d.. Artística: habilidade em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro ou música.
e.. Psicomotora: Habilidade em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele; boa coordenação psicomotora.
f.. Motivação: torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com tarefas de rotina, se esforça para atingir a perfeição, e necessita pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.

Pesquisa Folha Levantamento do MEC sobre superdotação

De acordo com o Censo do MEC (2005), o número de estudantes identificados com altas habilidades/ superdotação é de 1.928 jovens. Desses, 93% estão na rede pública de ensino e 7% na privada.

Conceitos de Altas Habilidades e Superdotação defendidos pelo MEC:
A definição de superdotação que consta nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação, 2001) e que é adotada por alguns programas brasileiros, considera crianças superdotadas e talentosas as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.

Propõem uma concepção de superdotação denominada concepção dos três anéis, que afirma ser a superdotação é o resultado da interação de três fatores de comportamento:

(1) Habilidade acima da média envolvendo duas dimensões:

a) habilidades gerais, que consistem na capacidade de processar informações, de integrar experiências que resultem em respostas apropriadas e adequadas a novas situações e na capacidade de se engajar em novas situações e;

b) habilidades específicas, que consistem na capacidade de adquirir conhecimento, prática e
habilidades para atuar em uma ou mais atividades de uma área específica.

(2) Motivação ou envolvimento com a tarefa, refere-se a uma forma refinada e direcionada de motivação, uma energia canalizada para uma tarefa em particular ou uma área específica.
Algumas palavras freqüentemente usadas para definir o envolvimento com a tarefa são perseverança, persistência, trabalho duro, dedicação e autoconfiança e;

(3) Criatividade, envolvendo aspectos que geralmente aparecem juntos na literatura: fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experiências, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos.

De acordo com essa concepção, a criatividade não está, exclusivamente, relacionada à área artística, mas a qualquer área de interesse do aluno. Acredita-se que o desenvolvimento da criatividade e da motivação dentro da área de interesse e ou de habilidade do estudante, vem ampliar as possibilidades de que o aluno venha a ter sucesso e satisfação pessoal. É importante ressaltar que, nesta definição, os três anéis não precisam estar presentes ao mesmo tempo e nem na mesma intensidade, mas é necessário que interajam em algum grau para que possa resultar em um alto nível de produtividade.

Mais informações de Superdotação no site da Secretaria de Educação Especial.

Caso do superdotado Giovanni Ferreira

Com oito anos de idade, o menino Giovanni Ferreira, foi encaminhado para fazer uma avaliação na APAE, pois sua professora achava que ele era portador de deficiência mental, mas na verdade se tratava de uma criança com alta inteligência cognitiva. Os pais e os professores do interior de Minas Gerais não conseguiram perceber que se tratava de uma criança com alta habilidade para aprender coisas novas.

Os especialistas da APAE detectaram que era um caso de uma criança com inteligência acima da média. Giovanni voltou para a escola regular. Mas o que lhe interessava mesmo era ler na biblioteca livros de graduação. Com oito anos, montou um transmissor de rádio depois de ler a Coleção de Engenharia da Marinha Americana.

“Na escola eu tinha que ler livros infantis, sendo que em casa eu lia livros de graduação. Eu desenvolvia um paralelo intelectual sozinho. A escola era muito desinteressante para mim, era um lugar onde eu tinha que fingir ser o que não era.” Giovanni conta que aprendeu inglês sozinho, ainda criança, ouvindo a BBC.

Aos 18 anos veio para São Paulo e foi trabalhar na área de computação. Como sempre foi precoce para desenvolver projetos na área de eletrônica recebeu convite para assumir a área de controles de uma instituição de ensino.

Com 24 anos prestou vestibular na USP, passando em primeiro lugar me pedagogia e com nota extra para escolher qualquer curso, até medicina. Logo no primeiro semestre da faculdade criou um sistema de leitura em Braile on-line, que hoje está disponível na Unesco e já foi distribuído mais de meio milhão de cópias.

“Quis abandonar a USP porque achava medíocre”. Os professores da USP tentaram adaptar um currículo para ele, mas não deu certo. Até hoje ele não consegue tirar seu diploma pelo fato de não ter assistido todas as aulas básicas, que já não faziam mais sentido para ele.

Hoje, com 29 anos é empresário no ramo de consultoria de tecnologia educacional. “Não vejo futuro acadêmico para mim no Brasil.”

Pesquisa Folha São Paulo descobre suas crianças superdotadas

Pesquisa em 3 escolas públicas da cidade mostra que perto de 20% dos estudantes têm ‘altas habilidades’

As escolas públicas têm mais crianças superdotadas do que se imagina. Um levantamento recém-concluído descobriu que, em três colégios municipais de regiões pobres da zona sul de São Paulo, 18,5% dos estudantes são superdotados – praticamente 1 em cada 5 alunos. A maioria nem sequer imaginava isso.

O estudo foi feito ao longo dos últimos dois anos pela Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (Apahsd). Aplicaram-se testes em alunos de 3 a 13 anos. Das 350 crianças, 65 foram consideradas superdotadas.

Segundo a presidente da Apahsd, Ada Toscanini, o número mostra que professores e diretores não sabem identificar esse estudante. “As crianças não são estimuladas. Por falta de incentivo, os talentos acabam se perdendo”, diz ela, que apresentará o estudo hoje, em São Paulo, no 1º Congresso Paulista para Altas Habilidades e Superdotação.

Conceito equivocado
Diferentemente do que se imagina, a criança superdotada não é necessariamente um “gênio”. Por causa dessa confusão, a palavra “superdotado” está sendo substituída pela expressão “com altas habilidades”. O aluno com essa característica está acima da média na escola, nos esportes, nas artes, na criatividade ou na liderança. No caso da habilidade intelectual, o estudante pode ter um desempenho excepcional em determinada disciplina escolar, mas não ser bom nas demais. Calcula-se que de 15% a 20% da população tenha altas habilidades.

Muitas crianças nessa situação se desinteressam das aulas, por considerá-las fáceis demais. Acabam recebendo diagnóstico de hiperatividade ou déficit de atenção e chegam a tomar remédios. O desafio é oferecer-lhes atividades extras, mais complexas, fora do horário de aula.

Outro problema é o fato de as famílias dos alunos de escolas públicas nem sempre terem condições financeiras para estimular seus pequenos superdotados. A Apahsd recebe esse tipo de criança gratuitamente, mas muitas, moradoras de favelas de São Paulo, deixam de ir por não terem o dinheiro do ônibus.

A subnotificação dos superdotados se vê nas estatísticas oficiais. Do total de 55,9 milhões de estudantes do ensino básico (da educação infantil ao ensino médio), as escolas públicas e particulares informaram ao Ministério da Educação, para o último Censo Escolar, que existem apenas 2.769 alunos com altas habilidades no País – ínfimo 0,005%.

No ano passado, o Ministério da Educação destinou R$ 2 milhões aos Estados para criarem núcleos de altas habilidades. Pouco mais de 2 mil alunos freqüentam esses locais, onde desenvolvem seus potenciais. Cerca de 3,3 mil professores foram treinados para aprender a lidar com os superdotados na escola.

Ricardo Westin O Estado de São Paulo

Pesquisa Folha Curiosidades

* O professor de música de Beethoven uma vez disse que, como compositor, ele era “sem esperança”.

* Isaac Newton, que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal e originou as três leis do movimento, tirava notas baixas na escola.

*Albert Eisntein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática.

*John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de “baixo rendimento” e tinha dificuldades em soletrar.

*Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele “não tinha boas idéias e rabiscava demais”.

*Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o coração artificial.

*Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo ( que virou o gravador ), o telégrafo e o projetor de cinema foi um mau aluno, pouco assíduo e dessinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe.

Fonte:Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).

pensata 22/10/2007 Você é superdotado?

Foi concluído neste mês estudo mostrando que cerca de 18% de estudantes de duas escolas municipais em bairros pobres da cidade de São Paulo são superdotados. Mas o que são superdotados? Esqueça o que você sabe ou pensa que sabe sobre o assunto.

Há um esforço entre especialistas de desmistificar o superdotado, que se associa à figura do gênio, desses que tocam piano excepcionalmente bem aos cinco anos de idade ou resolvem precocemente equações matemáticas. O conceito mais apropriado é o de alta habilidade. São estudantes com habilidades acima da média em artes, matemática, ciências, liderança, esportes ou português. Valorizam-se, assim, as mais diferentes habilidades, porque, na verdade, existem diferentes tipos inteligências.

Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.

Como, muitas vezes, os altamente habilidosos não suportam a rotina escolar, eles são desprezados e punidos. E, não raro, tratados com antidepressivos. É comum superdotados serem hiperativos ou terem distúrbio de atenção.

Por causa da péssima educação pública, nosso maior desperdício é o de talentos em geral. Isso se torna ainda mais grave diante dessa multidão de indivíduos que nasceram como uma altíssima propensão ao talento. O que, se estatística estiver correta, estamos falando de cerca de 10 milhões de estudantes. Jogamos fora o que temos de melhor – e, não raro, alguns deles são recrutados pelo o que existe de pior.

***
Para ajudar pais e professores, coloquei no site uma série de dados para aprender a desconfiar se estão diante de crianças e jovens superdotados.

Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.

pensata 22/10/2007Droga de elite

Com boa pontuação na USP, preferiu pedagogia -e voltaram a dizer que Giovani deveria ser desequilibrado

Giovanni Ferreira é um exemplo de como pode ser difícil a vida de um superdotado. Filho de pais com baixa escolaridade, nascido no interior de Minas Gerais, ele não só era chamado de deficiente mental pelos seus professores como, com freqüência, era punido por seu comportamento. Quando os castigos já não funcionavam, Giovanni foi encaminhado para internação psiquiátrica e foi aí que perceberam que seu único problema era ter uma inteligência muito acima da média -e essa era a razão da dificuldade de lidar com a rotina escolar. “Na escola, eu sempre tive de fingir.”

Aos oito anos, montou uma estação de rádio de ondas curtas e tornou-se um radioamador -apenas lendo um manual da Marinha dos Estados Unidos, depois de ter aprendido inglês lendo uns poucos livros e ouvindo a BBC. Veio para São Paulo, passou com alta pontuação no vestibular da USP e poderia entrar em qualquer curso, inclusive medicina. Preferiu pedagogia -e muitos voltaram a dizer que Giovani deveria ser mesmo desequilibrado.

Como sempre adorou informática, criou, logo no primeiro semestre do curso, um método de leitura em braille pela internet, adotado pela Unesco. Nem com todas as conquistas se sentia acolhido em sala de aula. “As pessoas acham que os superdotados vão se dar bem na vida, mas a maioria se deprime com a incompreensão.” Essa depressão significa, muitas vezes, drogas e violência.

Um sinal da incompreensão é a burocracia para que ele tire seu diploma na graduação. Não conseguia freqüentar com assiduidade. Precisava, por exemplo, ir às aulas sobre o método braille, que queria conhecer melhor apesar de já ter feito a invenção na rede. Por causa das faltas, o diploma não sai. Nem o interesse da pós-graduação da Escola Politécnica da USP em atraí-lo diminui as dificuldades de ordem burocrática.

O caso Giovanni, apresentado na sexta-feira passada num seminário sobre superlotação e altas habilidades, é um dos ângulos relevantes no debate sobre a violência no Brasil, provocado ainda mais pelo filme “Tropa de Elite”.

Um dos pontos do filme que mais suscitaram polêmica foi o fato de os jovens de maior poder aquisitivo manterem o comércio de drogas.

Esse fato traduz-se em estatísticas do estudo que vem sendo feito pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos maiores especialistas brasileiros em questões sociais. Aproveitando a onda levantada pelo filme -e com uma ponta de ironia-, o economista batiza o estudo de “Droga de Elite”.

O problema da violência, de fato, não é a droga, cujo comércio, acertadamente mostra o filme, é bancado pelos mais ricos. O problema é a falta de perspectiva. Se, num passe de mágica, conseguíssemos fazer com que ninguém cheirasse cocaína ou fumasse maconha, as periferias não passariam a viver em calmaria. As quadrilhas iriam mudar de foco. E, talvez, fizessem coisas ainda mais ameaçadoras como roubos e seqüestros.

O maior desperdício brasileiro é o desperdício de talentos -uma parte deles, além de não produzir nada, ainda vai para o crime. De acordo com as estatísticas do seminário, devem existir no Brasil 5% de pessoas com potencial para altas habilidades -os tais superdotados.

Deixe-me traduzir: temos atualmente 60 milhões de crianças e adolescentes, o que significaria que 3 milhões seriam notáveis cantores, médicos, engenheiros, artistas plásticos -e por aí vai. Seus talentos não despertam porque esses jovens não têm estímulo nem na escola nem na família -a maioria deles acaba se acomodando numa vida medíocre.

Há projetos brasileiros, como o Ismart, que caçam talentos entre os mais pobres, matriculando-os nas melhores escolas privadas. Os jovens conseguem rapidamente recuperar o tempo perdido e encontrar uma vocação. Vemos como conseguem brilhar, como se abrissem a janela de um quarto escuro.

Mas o que acontece ao superdotado se estiver num ambiente que convida seu espírito empreendedor e sua inteligência não para tocar em concertos, pintar quadros, fazer neurocirurgias, mas para entrar na indústria do crime?

Por qualquer número que se examine -jovens nas periferia, taxa de escolaridade ou de emprego-, vê-se a brutal dimensão da marginalidade. Temos 7 milhões de jovens que nem estudam nem trabalham. Segundo as estatísticas, entre eles, teríamos 350 mil supertalentosos.

O pior é que, para muito deles, como alertou Giovani, o talento é mais uma fonte de ressentimento, porque são chamados de burros na escola ou pela família. Sua inteligência é, todavia, aceita nas quadrilhas que exigem destreza. É claro que essas histórias sempre acabam mal.

Em se tratando de violência, a discussão mais relevante não é a legalização das drogas, mas a abertura de mais espaços para os jovens a fim de que tenham perspectiva e, assim, possam apostar no futuro. Um país que joga fora quase 3 milhões de seres altamente talentosos só pode ter uma droga de elite.

PS – Coloquei no site textos para ajudar os professores a perceber se os alunos têm alta habilidade. Como é comum superdotados serem hiperativos, muitos deles estão sendo medicados com antidepressivos. Detalho também a entrevista de Giovanni Ferreira. Incomodou-me menos o fato de Giovani ser levado, quando criança, a um instituição psiquiátrica, apontado como deficiente mental, do que o fato de ser ironizado por ter optado, na USP, pela pedagogia. Esse é um sinal de que não respeitamos justamente quem deveria descobrir e encaminhar os talentos. Tivesse nascido nos Estados Unidos, seria paparicado por todos os lados.

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

 

 

22 de outubro de 2007 – Você é superdotado  – Folha on line , editora Pensata

22-de outubro de 2007 – Droga de Elite – Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

3 de novembro de 2007 -World Council Newsletter – Número 26 – (TENHO O PDF)

13 de novembro de 2007 – Questão de Inteligência – Revista IN

QUINTA-FEIRA  13 de novembro de 2008 – Seja bem-vindo ao novo site da Revista IN!
 
Questão de inteligência

A realidade das altas habilidades ou superdotação está presente no Brasil, mas há falta de conhecimento para lidar com o tema
Data: 09/01/2008

Se você freqüenta um banco escolar ou já acompanhou o desenvolvimento acadêmico de um estudante, certamente já ouviu falar em superdotação ou altas habilidades, nome que vem substituindo o anterior por ser mais adequado à realidade destes alunos. Não se trata de uma doença, pelo contrário, é a capacidade apurada de uma pessoa desenvolver certa área de atividade mais do que as outras.

Ada Cristina Garcia Toscanini foi estudante de Matemática, Biologia, Pedagogia, Educação Artística, Artes Plásticas e pós-graduada em Administração Escolar e Educação Especial. Foi neste período que conheceu a realidade das altas habilidades, e uniu sua formação acadêmica à preocupação de fornecer uma educação diferenciada e adequada para os que necessitam desenvolver suas áreas de conhecimento.

Realidade desconhecida

Por meio de seu interesse pelo assunto, Ada soube que o Estado de São Paulo era o único no Brasil que ainda não possuía uma associação voltada para o tema; talvez porque a Secretaria de Estado da Educação acreditava não haver demanda para o caso. Foi quando, em 2004, junto com o Conselho Nacional de Superdotação e a filiação ao Conselho Brasileiro, ela participou da fundação da Apahsd – Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação, da qual é a atual presidente.

Entre as características dessas pessoas estão hiperatividade, distúrbios de aprendizagem, falta de paciência em aguardar os demais aprenderem o que eles naturalmente já sabem, isolamento ou extrema comunicação e até uma arrogância que pode beirar a agressividade, já que não conseguem expor suas idéias como gostariam. Segundo Ada, de 3 a 5% do público estudantil brasileiro apresenta tal característica; só na rede pública são 10% do total, aproximadamente 500 mil alunos.

Capacidades e deficiências

Uma das formas de se perceber a alta habilidade é na escola, uma vez que se perde o interesse pelos estudos, pois os superdotados aprendem rápido e sabem de sua capacidade para realizar provas. “É comum vermos estudantes que passam o ano todo sem estudar e com notas baixas, mas que nos exames finais apresentam excelentes resultados. Algumas vezes estes alunos são repreendidos por tal atitude, mas não se leva em conta que eles podem ser superdotados que sabem de sua capacidade e a utiliza quando acham necessário”, diz Ada, que completa: “É possível que este aluno seja altamente habilidoso para contas matemáticas, até além do que os demais de sua idade, mas tenha dificuldades com línguas ou artes”.

Para adequar o sistema educacional brasileiro a esta realidade, a presidente prevê mudanças na metodologia atual. “Tirar este indivíduo de seu meio natural e o inserir em uma escola à parte, por exemplo, não resolve o problema. Os su-perdotados têm extrema capacidade solidária, de ajudar os demais colegas antes mesmo de pensar em si. Portanto, somente se cuidarmos da correta formação acadêmica e social deles é que teremos como resposta uma mudança de pensamento da sociedade”, afirma ela.

Personalidades da história mundial apresentaram altas habilidades, como Einstein e Beethoven. Mas, mesmo com estes exemplos, segundo Ada, até a década de 80 acreditava-se que a superdotação era apenas intelectual; conceito este que, com o avanço dos estudos, trouxe a certeza de que o ser humano possui mais inteligências, como corporal ou musical, o que facilitou o acompanhamento e evolução destes estudantes. Com um teste que dura um dia, os profissionais e voluntários da Apahsd detectam se um aluno é su-perdotado. Quando levado à instituição ou reconhecido nos projetos que a associação implementa em escolas, passa por três desafios, em no-ve áreas (Matemática, Português, Ci-ências, Construção, Música, Arte, Corporal, Pedagógica e Liderança), além de palestras mensais para os pais. Este método cabe a alunos de até 12 anos; para adultos é feita entrevista e tratamento baseado em terapias sobre como viver melhor. “Também atendemos crianças, pois a fase de detecção é conturbada; enquanto desenvolver uma habilidade é para sempre”, diz Ada. A Apahsd, que não possui patrocínio, está em busca de um espaço maior e mais próximo de linhas de transporte público para atender um número ainda superior de estudantes.

Crédito da matéria: Revista IN

 

 

   

 

 

27 de novembro de 2007 – Jornal da Mulher  – Gazeta de Limeira – São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

Ano 2008

 

1 5 de janeiro de 2008 – Entrevista Milton Jung – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2008/01/15/ada-toscanini-descobridora-de-talentos/

06 de Março de 2008 – Rede Globo – Bom dia Brasil

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07 de Março de 2008 – Rede Bandeirantes –  Jornal

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31 de Março de 2008 – Show Mais – TV +  (VIDEO)

 

 

 

 

 

 

 

4 de junho de 2008 – Universitário   Se liga no campus   Brasil não conhece seus superdotados. Altas habilidades não são raras por aqui, mas falta apoio

Universitário   Se liga no campus

Brasil não conhece seus superdotados

Altas habilidades não são raras por aqui, mas falta apoio

Publicado em 04/06/2008 – 12:00

Por Lilian Burgardt

 

16 de junho de 2008 – Entrevista TV Câmera

(VIDEO)

17 de Outubro de 2008 –  Revista Veja

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22 de Outubro de 2008 – O Estado de São Paulo

Notícias de Educação

22 de Outubro de 2007

 

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13/11/08 – 86% das escolas de SP relatam violência
13/11/08 – Alunos brigam, depredam escola e apanham da PM
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13/11/08 – Secretaria afirma que vai apurar ”caso atípico”
13/11/08 – Ensino religioso fará parte de acordo assinado por Lula no Vaticano; ONGs reclamam
13/11/08 – Livro didático ainda reproduz estereótipos, diz pesquisadora
12/11/08 – Governo gasta em juros mais de 8 vezes o que aplica em educação
12/11/08 – Brasileiras têm mesmas chances de educação que homens, diz relatório
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SP descobre suas crianças superdotadas

As escolas públicas têm mais crianças superdotadas do que se imagina. Um levantamento recém-concluído descobriu que, em três colégios municipais de regiões pobres da zona sul de São Paulo, 18,5% dos estudantes são superdotados – praticamente 1 em cada 5 alunos. A maioria nem sequer imaginava isso.

O estudo foi feito ao longo dos últimos dois anos pela Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (Apahsd). Aplicaram-se testes em alunos de 3 a 13 anos. Das 350 crianças, 65 foram consideradas superdotadas.

Segundo a presidente da Apahsd, Ada Toscanini, o número mostra que professores e diretores não sabem identificar esse estudante. “As crianças não são estimuladas. Por falta de incentivo, os talentos acabam se perdendo”, diz ela, que apresentará o estudo hoje, em São Paulo, no 1º Congresso Paulista para Altas Habilidades e Superdotação.

Diferentemente do que se imagina, a criança superdotada não é necessariamente um “gênio”. Por causa dessa confusão, a palavra “superdotado” está sendo substituída pela expressão “com altas habilidades”. O aluno com essa característica está acima da média na escola, nos esportes, nas artes, na criatividade ou na liderança. No caso da habilidade intelectual, o estudante pode ter um desempenho excepcional em determinada disciplina escolar, mas não ser bom nas demais. Calcula-se que de 15% a 20% da população tenha altas habilidades.

Muitas crianças nessa situação se desinteressam das aulas, por considerá-las fáceis demais. Acabam recebendo diagnóstico de hiperatividade ou déficit de atenção e chegam a tomar remédios. O desafio é oferecer-lhes atividades extras, mais complexas, fora do horário de aula.

Outro problema é o fato de as famílias dos alunos de escolas públicas nem sempre terem condições financeiras para estimular seus pequenos superdotados. A Apahsd recebe esse tipo de criança gratuitamente, mas muitas, moradoras de favelas de São Paulo, deixam de ir por não terem o dinheiro do ônibus.

A subnotificação dos superdotados se vê nas estatísticas oficiais. Do total de 55,9 milhões de estudantes do ensino básico (da educação infantil ao ensino médio), as escolas públicas e particulares informaram ao Ministério da Educação, para o último Censo Escolar, que existem apenas 2.769 alunos com altas habilidades no País – ínfimo 0,005%.

No ano passado, o Ministério da Educação destinou R$ 2 milhões aos Estados para criarem núcleos de altas habilidades. Pouco mais de 2 mil alunos freqüentam esses locais, onde desenvolvem seus potenciais. Cerca de 3,3 mil professores foram treinados para aprender a lidar com os superdotados na escola.

(O Estado de S. Paulo)

 

23 de Outubro de 2008 – Entrevista Rede TV. Canal 21

(VIDEO)

12 de Novembro de 2008 –  Entrevista Rede Internacional de TV – Canal 40 UHF

 

 

 

 

(VIDEO)

Alguns links das entrevistas citadas:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/noticias/191007i.htm

 

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2010/03/prefeitura-de-sao-paulo-desrespeita-direitos-de-pessoas-com-altas-habilidades

 

http://revistaeducacao.uol.com.br/formacao-docente/161/artigo234836-1.asp

 

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2008/06/04/421959/brasil-no-conhece-seus-superdotados-PRINTABLE.html

 

http://www.youtube.com/watch?v=4y87Mh2tAaE

 

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/menina-de-dois-anos-reconhece-bandeiras-de-todos-os-estados-04024C983168D0A13326?types=A

 

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/otavio-mesquita-conversa-com-especialista-em-superdotacao-04020D193168D0A13326?types=A

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/otavio-mesquita-visita-criancas-superdotadas-04020C193168D0A13326?cmpid=cmp-cfb-vdo

 

http://oglobo.globo.com/educacao/escolas-melhoram-diagnostico-de-criancas-superdotadas-4525425

 

http://oglobo.globo.com/educacao/escolas-melhoram-diagnostico-de-criancas-superdotadas-4525425

http://noticias.r7.com/record-news/2011/06/24/nblogs-34/

 

http://www.youtube.com/watch?v=z2nQK0VSjd0&p=8FEDFD2954955484&playnext=1&index=1

 

http://www.youtube.com/watch?v=l_M1IbaOBVY

 

Ano 2009

 

Março de 2009  – Entrevista TV –Canal 40

 

 

 

 

 

Ano 2010

 

10 de Outubro de 2010 – Entrevista com João Gordo – Os Legendários – TV Record

http://noticias.r7.com/legendarios/videos/joao-gordo-visita-criancas-superdotadas-do-brasil-/idmedia/4d593d179dfc1bf61d9a907d.html?integrante=joao-gordo

 

Ano 2011

Ano 2012

 

25 de Junho de 2012 – TV Assembleia – Deputada Heroilma

 

 

 

02 de novembro de 2012 – Claquete – Otávio Mesquita – TV Bandeirantes

 

 

 

 

 

 

 

Ano 2013

 

10 de junho de 2013  – Família em Foco – Rede Paulina de TV

 

 

 

 

 

 

 

 

Falta a Liga e o Programa da XUXA – Falta o artigo on line do Alexandre e o da Ana Lucia Fanganielo.

 

PROCURAR LINKS OU DATAS DESSAS ENTREVISTAS

O Estado de São Paulo

Superdotados: pequenos notáveis

Jovem de 13 anos passa em 1º na UFPR

Revista ISTO É

Um futuro para Superdotados Carentes

Portal Universitário

Pequenos Notáveis

TV Record Ne

APAHSD na Mídia

 

Ano 2006

 

3 de abril de 2006 Superdotados têm problemas na escola – Aprendiz

Superdotados têm problemas na escola

 

 


Publicado pelo Aprendiz 03/04/2006

(Cassia Gisele Ribeiro)
Quando se fala em inclusão de alunos com necessidades especiais, a tendência é pensar somente em crianças com alguma deficiência. No entanto, alunos com outras singularidades também precisam de atenção especial. Foi pensando nisso que a Secretaria de Educação Especial (Seesp), do ministério da Educação, decidiu implementar núcleos de atividades de altas habilidades que vão atender alunos superdotados nas escolas públicas do país.

“O objetivo dos núcleos é atender alunos com altas habilidades e promover a formação de professores para identificação e atendimento desses estudantes”, afirma Renata Rodrigues Maia-Pinto, analista de planejamento e gestão educacional da Seesp. Os núcleos são divididos em três áreas: atendimento à criança, atendimento à família e atendimento ao professor.

Além de oferecer cursos de capacitação de professores, o projeto atua na criação de salas de recursos para crianças superdotadas dentro das escolas regulares. “A idéia é que educadores especializados visitem as escolas, orientem os professores para o trabalho de identificação e encaminhamento dos alunos”, explica. Anualmente, a secretaria já aplica o curso Superdotação no Contexto Escolar, com carga horária de 80 horas, destinado a professores do ensino regular.

Para ser considerada superdotada, a criança deve passar por uma avaliação multidisciplinar, que identifica se ela tem habilidade acima do considerado “normal” em uma ou mais áreas de conhecimento (acadêmica, corporal ou criativa/artística). A superdotação deveria ser identificada primeiramente na escola, no entanto, muitas vezes isso não acontece.

“Não é tão fácil quanto parece identificar uma criança com altas habilidades, pois ela normalmente tem problemas na escola, como falta de interesse, agressividade, arrogância, impaciência, hiperatividade e excesso de auto-crítica”, explica. “Justamente por isso, a capacitação de professores é tão essencial, pois permite quebrar o mito de que o aluno superdotado é aquele que presta atenção em todas as aulas e que só têm notas altas”.

Para a pedagoga Ada Cristina Toscanini, uma das fundadoras da Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação, isso costuma acontecer porque os alunos superdotados ficam impacientes quando o professor levanta questões que ele já conhece. “Os alunos com altas habilidades são os que mais apresentam chances de evasão”, alerta. Em sua opinião, o modelo massivo das escolas, que parte do princípio que as crianças de determinada faixa etária têm a mesma bagagem de conhecimento, é o grande responsável pela evasão escolar.

A associação atua diretamente com os alunos e oferece capacitação para professores. Além disso, a entidade tem como objetivo cobrar do governo políticas públicas que dêem conta de atender essa demanda. “No momento, estamos cobrando do governo uma unidade do Seesp em São Paulo, pois sabemos que, ao contrário do que eles alegam, há público precisando do atendimento”, afirma.

http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=51aa096d0af470100140984bf279232a

 

Ano 2007

 

31 de Julho de 2007 – Rede Record – Jornal – Altas Habilidades

(VIDEO)

12de agosto de 2007 – Rede Gazeta – Mulheres

(VIDEO)

 

20 de setembro 2007 – Fotos Entrevista – Rede Futura

 

 

 

 

 

 

10 de outubro de 2007 – Gilberto Dimenstein – Talentos clandestinos

São Paulo descobre suas crianças superdotadas

Talentos clandestinos


Estudantes com habilidades muito acima da média têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula”
Rebelde e inquieta, Ada Toscanini dava trabalho a seus professores em Buenos Aires -e os professores também lhe davam trabalho, submetendo-a a vários castigos e até a humilhações, como expulsá-la da escola. Toda essa rebeldia deixou-a obcecada por descobrir talentos incompreendidos.

A inquietude continuou na vida universitária: iniciou três cursos -matemática, física e biologia-, mas não concluiu nenhum deles. O regime militar fez com que ela se refugiasse em São Paulo. Teve três filhos, todos com dificuldades em sala de aula. “A diferença é que, antes de serem expulsos, os tirava da escola.”

No Brasil, cursou pedagogia com foco em crianças com necessidades especiais e, depois, se dedicou à arte-terapia. No consultório, percebeu que muitas das crianças que lhe eram encaminhadas por causa de dificuldades na escola sofriam do mesmo “mal”: excesso de talento. “Algumas chegavam a ser medicadas.”

Muitas vezes, crianças com excesso de inteligência apresentam sintomas de hiperatividade e distúrbio de atenção e acabam sendo obrigadas a tomar remédios ou a fazer terapia.

“Ocorre que, freqüentemente, os estudantes com habilidades muito acima da média precisam também de estímulos apropriados para se desenvolverem e têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula.”

Ada passou, então, a se aproximar de entidades que estudavam o caso de crianças com altas habilidades, popularmente mais conhecidas como superdotadas. Ela prefere ampliar o conceito para englobar não apenas os estudantes que se destacam no aprendizado das matérias escolares, mas também aqueles que sobressaem quando o assunto é empreendedorismo, liderança, esportes ou artes. Alguém com habilidades relacionais -fazer amigos e estabelecer contatos- pode se encaixar nesse grupo.

Mas o que a deixou surpresa foi o que descobriu quando começou a investigar as escolas públicas.

Durante vários anos, ela aplicou testes em estudante de escolas municipais de bairros pobres de São Paulo.

Invariavelmente, encontrava um grupo de cerca de 20% de crianças com altas habilidades, muitas das quais tidas como problemáticas pelos próprios pais e pelos professores.

Dedicou-se a ensinar os professores a perceber quando estão diante de um aluno com sinais de alta habilidade. O difícil, porém, não é identificar esses jovens. A dificuldade está no que fazer com essa informação. Ada recebe um grupo de alunos com essas características. “Alguns faltam porque não podem pagar a passagem do ônibus.”

O que acontece quando essas pessoas são acolhidas ela aprendeu, de fato, em casa. Depois da turbulência escolar, seus três filhos descobriram sua vocação e encontraram suas profissões. Entre as várias lições, eles lhe ensinaram a importância da disciplina. “Eu os deixava fazerem em casa o que não podiam fazer na escola.” Um dia, disseram que queriam morar numa “casa normal”.
“Ficaram mais seguros com a disciplina que eles próprios criaram.”

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

Estudantes com habilidades muito acima da média têm dificuldades de lidar com a modorra de sala de aula”

” pesquisa folha 19/10/2007

Entenda mais sobre superdotados e pessoas com altas habilidades

Será que seu filho é um superdotado? O que é um superdotado? E uma criança prodígio? E um gênio? Há alguma explicação científica para o fato de algumas pessoas serem superdotadas? Veja essas respostas e também dados sobre a vulnerabilidade juvenil, segmento da sociedade em que também pode se encontrar jovens com altas habilidades.

Classificação de Superdotação, segundo o Conselho Brasileiro para Superdotação:
Precoce: a criança que apresenta alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento, seja na música, na matemática, na linguagem ou na leitura.

“Criança prodígio”: para sugerir algo extremo, raro e único, fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, sem orientação formal, já aprendia peças com rapidez, e aos sete já compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa.

Gênios: Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros mestres, são ainda exemplos de gênios, termo este reservado para aqueles que deram contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos que, até entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na história.

Superdotação ou altas habilidades: As habilidades apresentadas pelas pessoas aqui citadas, tenham sido elas precoces, prodígios ou gênios podem ser enquadradas em um termo mais amplo, que é a superdotação ou altas habilidades.

O superdotado/talentoso/portador de altas habilidades é aquele indivíduo que, quando comparado à população geral, apresenta uma habilidade significativamente superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou várias áreas:

a.. Acadêmica: tira boas notas em algumas matérias na escola – não necessariamente em todas – tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida das coisas, demonstra facilidade em memorizar etc.
b.. Criativa: é curioso, imaginativo, gosta de brincar com idéias, tem respostas bem humoradas e diferentes do usual.
c.. Liderança: é cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.
d.. Artística: habilidade em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro ou música.
e.. Psicomotora: Habilidade em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele; boa coordenação psicomotora.
f.. Motivação: torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com tarefas de rotina, se esforça para atingir a perfeição, e necessita pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.

Pesquisa Folha Levantamento do MEC sobre superdotação

De acordo com o Censo do MEC (2005), o número de estudantes identificados com altas habilidades/ superdotação é de 1.928 jovens. Desses, 93% estão na rede pública de ensino e 7% na privada.

Conceitos de Altas Habilidades e Superdotação defendidos pelo MEC:
A definição de superdotação que consta nas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (Ministério da Educação, 2001) e que é adotada por alguns programas brasileiros, considera crianças superdotadas e talentosas as que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.

Propõem uma concepção de superdotação denominada concepção dos três anéis, que afirma ser a superdotação é o resultado da interação de três fatores de comportamento:

(1) Habilidade acima da média envolvendo duas dimensões:

a) habilidades gerais, que consistem na capacidade de processar informações, de integrar experiências que resultem em respostas apropriadas e adequadas a novas situações e na capacidade de se engajar em novas situações e;

b) habilidades específicas, que consistem na capacidade de adquirir conhecimento, prática e
habilidades para atuar em uma ou mais atividades de uma área específica.

(2) Motivação ou envolvimento com a tarefa, refere-se a uma forma refinada e direcionada de motivação, uma energia canalizada para uma tarefa em particular ou uma área específica.
Algumas palavras freqüentemente usadas para definir o envolvimento com a tarefa são perseverança, persistência, trabalho duro, dedicação e autoconfiança e;

(3) Criatividade, envolvendo aspectos que geralmente aparecem juntos na literatura: fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experiências, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos.

De acordo com essa concepção, a criatividade não está, exclusivamente, relacionada à área artística, mas a qualquer área de interesse do aluno. Acredita-se que o desenvolvimento da criatividade e da motivação dentro da área de interesse e ou de habilidade do estudante, vem ampliar as possibilidades de que o aluno venha a ter sucesso e satisfação pessoal. É importante ressaltar que, nesta definição, os três anéis não precisam estar presentes ao mesmo tempo e nem na mesma intensidade, mas é necessário que interajam em algum grau para que possa resultar em um alto nível de produtividade.

Mais informações de Superdotação no site da Secretaria de Educação Especial.

Caso do superdotado Giovanni Ferreira

Com oito anos de idade, o menino Giovanni Ferreira, foi encaminhado para fazer uma avaliação na APAE, pois sua professora achava que ele era portador de deficiência mental, mas na verdade se tratava de uma criança com alta inteligência cognitiva. Os pais e os professores do interior de Minas Gerais não conseguiram perceber que se tratava de uma criança com alta habilidade para aprender coisas novas.

Os especialistas da APAE detectaram que era um caso de uma criança com inteligência acima da média. Giovanni voltou para a escola regular. Mas o que lhe interessava mesmo era ler na biblioteca livros de graduação. Com oito anos, montou um transmissor de rádio depois de ler a Coleção de Engenharia da Marinha Americana.

“Na escola eu tinha que ler livros infantis, sendo que em casa eu lia livros de graduação. Eu desenvolvia um paralelo intelectual sozinho. A escola era muito desinteressante para mim, era um lugar onde eu tinha que fingir ser o que não era.” Giovanni conta que aprendeu inglês sozinho, ainda criança, ouvindo a BBC.

Aos 18 anos veio para São Paulo e foi trabalhar na área de computação. Como sempre foi precoce para desenvolver projetos na área de eletrônica recebeu convite para assumir a área de controles de uma instituição de ensino.

Com 24 anos prestou vestibular na USP, passando em primeiro lugar me pedagogia e com nota extra para escolher qualquer curso, até medicina. Logo no primeiro semestre da faculdade criou um sistema de leitura em Braile on-line, que hoje está disponível na Unesco e já foi distribuído mais de meio milhão de cópias.

“Quis abandonar a USP porque achava medíocre”. Os professores da USP tentaram adaptar um currículo para ele, mas não deu certo. Até hoje ele não consegue tirar seu diploma pelo fato de não ter assistido todas as aulas básicas, que já não faziam mais sentido para ele.

Hoje, com 29 anos é empresário no ramo de consultoria de tecnologia educacional. “Não vejo futuro acadêmico para mim no Brasil.”

Pesquisa Folha São Paulo descobre suas crianças superdotadas

Pesquisa em 3 escolas públicas da cidade mostra que perto de 20% dos estudantes têm ‘altas habilidades’

As escolas públicas têm mais crianças superdotadas do que se imagina. Um levantamento recém-concluído descobriu que, em três colégios municipais de regiões pobres da zona sul de São Paulo, 18,5% dos estudantes são superdotados – praticamente 1 em cada 5 alunos. A maioria nem sequer imaginava isso.

O estudo foi feito ao longo dos últimos dois anos pela Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (Apahsd). Aplicaram-se testes em alunos de 3 a 13 anos. Das 350 crianças, 65 foram consideradas superdotadas.

Segundo a presidente da Apahsd, Ada Toscanini, o número mostra que professores e diretores não sabem identificar esse estudante. “As crianças não são estimuladas. Por falta de incentivo, os talentos acabam se perdendo”, diz ela, que apresentará o estudo hoje, em São Paulo, no 1º Congresso Paulista para Altas Habilidades e Superdotação.

Conceito equivocado
Diferentemente do que se imagina, a criança superdotada não é necessariamente um “gênio”. Por causa dessa confusão, a palavra “superdotado” está sendo substituída pela expressão “com altas habilidades”. O aluno com essa característica está acima da média na escola, nos esportes, nas artes, na criatividade ou na liderança. No caso da habilidade intelectual, o estudante pode ter um desempenho excepcional em determinada disciplina escolar, mas não ser bom nas demais. Calcula-se que de 15% a 20% da população tenha altas habilidades.

Muitas crianças nessa situação se desinteressam das aulas, por considerá-las fáceis demais. Acabam recebendo diagnóstico de hiperatividade ou déficit de atenção e chegam a tomar remédios. O desafio é oferecer-lhes atividades extras, mais complexas, fora do horário de aula.

Outro problema é o fato de as famílias dos alunos de escolas públicas nem sempre terem condições financeiras para estimular seus pequenos superdotados. A Apahsd recebe esse tipo de criança gratuitamente, mas muitas, moradoras de favelas de São Paulo, deixam de ir por não terem o dinheiro do ônibus.

A subnotificação dos superdotados se vê nas estatísticas oficiais. Do total de 55,9 milhões de estudantes do ensino básico (da educação infantil ao ensino médio), as escolas públicas e particulares informaram ao Ministério da Educação, para o último Censo Escolar, que existem apenas 2.769 alunos com altas habilidades no País – ínfimo 0,005%.

No ano passado, o Ministério da Educação destinou R$ 2 milhões aos Estados para criarem núcleos de altas habilidades. Pouco mais de 2 mil alunos freqüentam esses locais, onde desenvolvem seus potenciais. Cerca de 3,3 mil professores foram treinados para aprender a lidar com os superdotados na escola.

Ricardo Westin O Estado de São Paulo

Pesquisa Folha Curiosidades

* O professor de música de Beethoven uma vez disse que, como compositor, ele era “sem esperança”.

* Isaac Newton, que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal e originou as três leis do movimento, tirava notas baixas na escola.

*Albert Eisntein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática.

*John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de “baixo rendimento” e tinha dificuldades em soletrar.

*Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele “não tinha boas idéias e rabiscava demais”.

*Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o coração artificial.

*Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo ( que virou o gravador ), o telégrafo e o projetor de cinema foi um mau aluno, pouco assíduo e dessinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe.

Fonte:Associação Brasileira para Altas Habilidades (ABAHSD).

pensata 22/10/2007 Você é superdotado?

Foi concluído neste mês estudo mostrando que cerca de 18% de estudantes de duas escolas municipais em bairros pobres da cidade de São Paulo são superdotados. Mas o que são superdotados? Esqueça o que você sabe ou pensa que sabe sobre o assunto.

Há um esforço entre especialistas de desmistificar o superdotado, que se associa à figura do gênio, desses que tocam piano excepcionalmente bem aos cinco anos de idade ou resolvem precocemente equações matemáticas. O conceito mais apropriado é o de alta habilidade. São estudantes com habilidades acima da média em artes, matemática, ciências, liderança, esportes ou português. Valorizam-se, assim, as mais diferentes habilidades, porque, na verdade, existem diferentes tipos inteligências.

Existem aqui vários problemas pela falta de conhecimento sobre altas habilidades. O mais óbvio deles é como as escolas, especialmente as públicas, não sabem identificar os superdotados. Nem muito menos como ajudá-los.

Como, muitas vezes, os altamente habilidosos não suportam a rotina escolar, eles são desprezados e punidos. E, não raro, tratados com antidepressivos. É comum superdotados serem hiperativos ou terem distúrbio de atenção.

Por causa da péssima educação pública, nosso maior desperdício é o de talentos em geral. Isso se torna ainda mais grave diante dessa multidão de indivíduos que nasceram como uma altíssima propensão ao talento. O que, se estatística estiver correta, estamos falando de cerca de 10 milhões de estudantes. Jogamos fora o que temos de melhor – e, não raro, alguns deles são recrutados pelo o que existe de pior.

***
Para ajudar pais e professores, coloquei no site uma série de dados para aprender a desconfiar se estão diante de crianças e jovens superdotados.

Coluna originalmente publicada na Folha Online, editoria Pensata.

pensata 22/10/2007Droga de elite

Com boa pontuação na USP, preferiu pedagogia -e voltaram a dizer que Giovani deveria ser desequilibrado

Giovanni Ferreira é um exemplo de como pode ser difícil a vida de um superdotado. Filho de pais com baixa escolaridade, nascido no interior de Minas Gerais, ele não só era chamado de deficiente mental pelos seus professores como, com freqüência, era punido por seu comportamento. Quando os castigos já não funcionavam, Giovanni foi encaminhado para internação psiquiátrica e foi aí que perceberam que seu único problema era ter uma inteligência muito acima da média -e essa era a razão da dificuldade de lidar com a rotina escolar. “Na escola, eu sempre tive de fingir.”

Aos oito anos, montou uma estação de rádio de ondas curtas e tornou-se um radioamador -apenas lendo um manual da Marinha dos Estados Unidos, depois de ter aprendido inglês lendo uns poucos livros e ouvindo a BBC. Veio para São Paulo, passou com alta pontuação no vestibular da USP e poderia entrar em qualquer curso, inclusive medicina. Preferiu pedagogia -e muitos voltaram a dizer que Giovani deveria ser mesmo desequilibrado.

Como sempre adorou informática, criou, logo no primeiro semestre do curso, um método de leitura em braille pela internet, adotado pela Unesco. Nem com todas as conquistas se sentia acolhido em sala de aula. “As pessoas acham que os superdotados vão se dar bem na vida, mas a maioria se deprime com a incompreensão.” Essa depressão significa, muitas vezes, drogas e violência.

Um sinal da incompreensão é a burocracia para que ele tire seu diploma na graduação. Não conseguia freqüentar com assiduidade. Precisava, por exemplo, ir às aulas sobre o método braille, que queria conhecer melhor apesar de já ter feito a invenção na rede. Por causa das faltas, o diploma não sai. Nem o interesse da pós-graduação da Escola Politécnica da USP em atraí-lo diminui as dificuldades de ordem burocrática.

O caso Giovanni, apresentado na sexta-feira passada num seminário sobre superlotação e altas habilidades, é um dos ângulos relevantes no debate sobre a violência no Brasil, provocado ainda mais pelo filme “Tropa de Elite”.

Um dos pontos do filme que mais suscitaram polêmica foi o fato de os jovens de maior poder aquisitivo manterem o comércio de drogas.

Esse fato traduz-se em estatísticas do estudo que vem sendo feito pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos maiores especialistas brasileiros em questões sociais. Aproveitando a onda levantada pelo filme -e com uma ponta de ironia-, o economista batiza o estudo de “Droga de Elite”.

O problema da violência, de fato, não é a droga, cujo comércio, acertadamente mostra o filme, é bancado pelos mais ricos. O problema é a falta de perspectiva. Se, num passe de mágica, conseguíssemos fazer com que ninguém cheirasse cocaína ou fumasse maconha, as periferias não passariam a viver em calmaria. As quadrilhas iriam mudar de foco. E, talvez, fizessem coisas ainda mais ameaçadoras como roubos e seqüestros.

O maior desperdício brasileiro é o desperdício de talentos -uma parte deles, além de não produzir nada, ainda vai para o crime. De acordo com as estatísticas do seminário, devem existir no Brasil 5% de pessoas com potencial para altas habilidades -os tais superdotados.

Deixe-me traduzir: temos atualmente 60 milhões de crianças e adolescentes, o que significaria que 3 milhões seriam notáveis cantores, médicos, engenheiros, artistas plásticos -e por aí vai. Seus talentos não despertam porque esses jovens não têm estímulo nem na escola nem na família -a maioria deles acaba se acomodando numa vida medíocre.

Há projetos brasileiros, como o Ismart, que caçam talentos entre os mais pobres, matriculando-os nas melhores escolas privadas. Os jovens conseguem rapidamente recuperar o tempo perdido e encontrar uma vocação. Vemos como conseguem brilhar, como se abrissem a janela de um quarto escuro.

Mas o que acontece ao superdotado se estiver num ambiente que convida seu espírito empreendedor e sua inteligência não para tocar em concertos, pintar quadros, fazer neurocirurgias, mas para entrar na indústria do crime?

Por qualquer número que se examine -jovens nas periferia, taxa de escolaridade ou de emprego-, vê-se a brutal dimensão da marginalidade. Temos 7 milhões de jovens que nem estudam nem trabalham. Segundo as estatísticas, entre eles, teríamos 350 mil supertalentosos.

O pior é que, para muito deles, como alertou Giovani, o talento é mais uma fonte de ressentimento, porque são chamados de burros na escola ou pela família. Sua inteligência é, todavia, aceita nas quadrilhas que exigem destreza. É claro que essas histórias sempre acabam mal.

Em se tratando de violência, a discussão mais relevante não é a legalização das drogas, mas a abertura de mais espaços para os jovens a fim de que tenham perspectiva e, assim, possam apostar no futuro. Um país que joga fora quase 3 milhões de seres altamente talentosos só pode ter uma droga de elite.

PS – Coloquei no site textos para ajudar os professores a perceber se os alunos têm alta habilidade. Como é comum superdotados serem hiperativos, muitos deles estão sendo medicados com antidepressivos. Detalho também a entrevista de Giovanni Ferreira. Incomodou-me menos o fato de Giovani ser levado, quando criança, a um instituição psiquiátrica, apontado como deficiente mental, do que o fato de ser ironizado por ter optado, na USP, pela pedagogia. Esse é um sinal de que não respeitamos justamente quem deveria descobrir e encaminhar os talentos. Tivesse nascido nos Estados Unidos, seria paparicado por todos os lados.

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

 

 

22 de outubro de 2007 – Você é superdotado  – Folha on line , editora Pensata

22-de outubro de 2007 – Droga de Elite – Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

3 de novembro de 2007 -World Council Newsletter – Número 26 – (TENHO O PDF)

13 de novembro de 2007 – Questão de Inteligência – Revista IN

QUINTA-FEIRA  13 de novembro de 2008 – Seja bem-vindo ao novo site da Revista IN!
 
Questão de inteligência

A realidade das altas habilidades ou superdotação está presente no Brasil, mas há falta de conhecimento para lidar com o tema
Data: 09/01/2008

Se você freqüenta um banco escolar ou já acompanhou o desenvolvimento acadêmico de um estudante, certamente já ouviu falar em superdotação ou altas habilidades, nome que vem substituindo o anterior por ser mais adequado à realidade destes alunos. Não se trata de uma doença, pelo contrário, é a capacidade apurada de uma pessoa desenvolver certa área de atividade mais do que as outras.

Ada Cristina Garcia Toscanini foi estudante de Matemática, Biologia, Pedagogia, Educação Artística, Artes Plásticas e pós-graduada em Administração Escolar e Educação Especial. Foi neste período que conheceu a realidade das altas habilidades, e uniu sua formação acadêmica à preocupação de fornecer uma educação diferenciada e adequada para os que necessitam desenvolver suas áreas de conhecimento.

Realidade desconhecida

Por meio de seu interesse pelo assunto, Ada soube que o Estado de São Paulo era o único no Brasil que ainda não possuía uma associação voltada para o tema; talvez porque a Secretaria de Estado da Educação acreditava não haver demanda para o caso. Foi quando, em 2004, junto com o Conselho Nacional de Superdotação e a filiação ao Conselho Brasileiro, ela participou da fundação da Apahsd – Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação, da qual é a atual presidente.

Entre as características dessas pessoas estão hiperatividade, distúrbios de aprendizagem, falta de paciência em aguardar os demais aprenderem o que eles naturalmente já sabem, isolamento ou extrema comunicação e até uma arrogância que pode beirar a agressividade, já que não conseguem expor suas idéias como gostariam. Segundo Ada, de 3 a 5% do público estudantil brasileiro apresenta tal característica; só na rede pública são 10% do total, aproximadamente 500 mil alunos.

Capacidades e deficiências

Uma das formas de se perceber a alta habilidade é na escola, uma vez que se perde o interesse pelos estudos, pois os superdotados aprendem rápido e sabem de sua capacidade para realizar provas. “É comum vermos estudantes que passam o ano todo sem estudar e com notas baixas, mas que nos exames finais apresentam excelentes resultados. Algumas vezes estes alunos são repreendidos por tal atitude, mas não se leva em conta que eles podem ser superdotados que sabem de sua capacidade e a utiliza quando acham necessário”, diz Ada, que completa: “É possível que este aluno seja altamente habilidoso para contas matemáticas, até além do que os demais de sua idade, mas tenha dificuldades com línguas ou artes”.

Para adequar o sistema educacional brasileiro a esta realidade, a presidente prevê mudanças na metodologia atual. “Tirar este indivíduo de seu meio natural e o inserir em uma escola à parte, por exemplo, não resolve o problema. Os su-perdotados têm extrema capacidade solidária, de ajudar os demais colegas antes mesmo de pensar em si. Portanto, somente se cuidarmos da correta formação acadêmica e social deles é que teremos como resposta uma mudança de pensamento da sociedade”, afirma ela.

Personalidades da história mundial apresentaram altas habilidades, como Einstein e Beethoven. Mas, mesmo com estes exemplos, segundo Ada, até a década de 80 acreditava-se que a superdotação era apenas intelectual; conceito este que, com o avanço dos estudos, trouxe a certeza de que o ser humano possui mais inteligências, como corporal ou musical, o que facilitou o acompanhamento e evolução destes estudantes. Com um teste que dura um dia, os profissionais e voluntários da Apahsd detectam se um aluno é su-perdotado. Quando levado à instituição ou reconhecido nos projetos que a associação implementa em escolas, passa por três desafios, em no-ve áreas (Matemática, Português, Ci-ências, Construção, Música, Arte, Corporal, Pedagógica e Liderança), além de palestras mensais para os pais. Este método cabe a alunos de até 12 anos; para adultos é feita entrevista e tratamento baseado em terapias sobre como viver melhor. “Também atendemos crianças, pois a fase de detecção é conturbada; enquanto desenvolver uma habilidade é para sempre”, diz Ada. A Apahsd, que não possui patrocínio, está em busca de um espaço maior e mais próximo de linhas de transporte público para atender um número ainda superior de estudantes.

Crédito da matéria: Revista IN

 

 

   

 

 

27 de novembro de 2007 – Jornal da Mulher  – Gazeta de Limeira – São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

Ano 2008

 

1 5 de janeiro de 2008 – Entrevista Milton Jung – http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2008/01/15/ada-toscanini-descobridora-de-talentos/

06 de Março de 2008 – Rede Globo – Bom dia Brasil

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07 de Março de 2008 – Rede Bandeirantes –  Jornal

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31 de Março de 2008 – Show Mais – TV +  (VIDEO)

 

 

 

 

 

 

 

4 de junho de 2008 – Universitário   Se liga no campus   Brasil não conhece seus superdotados. Altas habilidades não são raras por aqui, mas falta apoio

Universitário   Se liga no campus

Brasil não conhece seus superdotados

Altas habilidades não são raras por aqui, mas falta apoio

Publicado em 04/06/2008 – 12:00

Por Lilian Burgardt

 

16 de junho de 2008 – Entrevista TV Câmera

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17 de Outubro de 2008 –  Revista Veja

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22 de Outubro de 2008 – O Estado de São Paulo

Notícias de Educação

22 de Outubro de 2007

 

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13/11/08 – 86% das escolas de SP relatam violência
13/11/08 – Alunos brigam, depredam escola e apanham da PM
13/11/08 – Capitão da PM diz que alunos foram contidos no ”berro”
13/11/08 – Secretaria afirma que vai apurar ”caso atípico”
13/11/08 – Ensino religioso fará parte de acordo assinado por Lula no Vaticano; ONGs reclamam
13/11/08 – Livro didático ainda reproduz estereótipos, diz pesquisadora
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12/11/08 – Brasileiras têm mesmas chances de educação que homens, diz relatório
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12/11/08 – SP: salas de leitura terão professores de ”plantão”
   

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SP descobre suas crianças superdotadas

As escolas públicas têm mais crianças superdotadas do que se imagina. Um levantamento recém-concluído descobriu que, em três colégios municipais de regiões pobres da zona sul de São Paulo, 18,5% dos estudantes são superdotados – praticamente 1 em cada 5 alunos. A maioria nem sequer imaginava isso.

O estudo foi feito ao longo dos últimos dois anos pela Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (Apahsd). Aplicaram-se testes em alunos de 3 a 13 anos. Das 350 crianças, 65 foram consideradas superdotadas.

Segundo a presidente da Apahsd, Ada Toscanini, o número mostra que professores e diretores não sabem identificar esse estudante. “As crianças não são estimuladas. Por falta de incentivo, os talentos acabam se perdendo”, diz ela, que apresentará o estudo hoje, em São Paulo, no 1º Congresso Paulista para Altas Habilidades e Superdotação.

Diferentemente do que se imagina, a criança superdotada não é necessariamente um “gênio”. Por causa dessa confusão, a palavra “superdotado” está sendo substituída pela expressão “com altas habilidades”. O aluno com essa característica está acima da média na escola, nos esportes, nas artes, na criatividade ou na liderança. No caso da habilidade intelectual, o estudante pode ter um desempenho excepcional em determinada disciplina escolar, mas não ser bom nas demais. Calcula-se que de 15% a 20% da população tenha altas habilidades.

Muitas crianças nessa situação se desinteressam das aulas, por considerá-las fáceis demais. Acabam recebendo diagnóstico de hiperatividade ou déficit de atenção e chegam a tomar remédios. O desafio é oferecer-lhes atividades extras, mais complexas, fora do horário de aula.

Outro problema é o fato de as famílias dos alunos de escolas públicas nem sempre terem condições financeiras para estimular seus pequenos superdotados. A Apahsd recebe esse tipo de criança gratuitamente, mas muitas, moradoras de favelas de São Paulo, deixam de ir por não terem o dinheiro do ônibus.

A subnotificação dos superdotados se vê nas estatísticas oficiais. Do total de 55,9 milhões de estudantes do ensino básico (da educação infantil ao ensino médio), as escolas públicas e particulares informaram ao Ministério da Educação, para o último Censo Escolar, que existem apenas 2.769 alunos com altas habilidades no País – ínfimo 0,005%.

No ano passado, o Ministério da Educação destinou R$ 2 milhões aos Estados para criarem núcleos de altas habilidades. Pouco mais de 2 mil alunos freqüentam esses locais, onde desenvolvem seus potenciais. Cerca de 3,3 mil professores foram treinados para aprender a lidar com os superdotados na escola.

(O Estado de S. Paulo)

 

23 de Outubro de 2008 – Entrevista Rede TV. Canal 21

(VIDEO)

12 de Novembro de 2008 –  Entrevista Rede Internacional de TV – Canal 40 UHF

 

 

 

 

(VIDEO)

Alguns links das entrevistas citadas:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/noticias/191007i.htm

 

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2010/03/prefeitura-de-sao-paulo-desrespeita-direitos-de-pessoas-com-altas-habilidades

 

http://revistaeducacao.uol.com.br/formacao-docente/161/artigo234836-1.asp

 

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2008/06/04/421959/brasil-no-conhece-seus-superdotados-PRINTABLE.html

 

http://www.youtube.com/watch?v=4y87Mh2tAaE

 

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/menina-de-dois-anos-reconhece-bandeiras-de-todos-os-estados-04024C983168D0A13326?types=A

 

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/otavio-mesquita-conversa-com-especialista-em-superdotacao-04020D193168D0A13326?types=A

http://mais.uol.com.br/view/qcji1ffyt7fw/otavio-mesquita-visita-criancas-superdotadas-04020C193168D0A13326?cmpid=cmp-cfb-vdo

 

http://oglobo.globo.com/educacao/escolas-melhoram-diagnostico-de-criancas-superdotadas-4525425

 

http://oglobo.globo.com/educacao/escolas-melhoram-diagnostico-de-criancas-superdotadas-4525425

http://noticias.r7.com/record-news/2011/06/24/nblogs-34/

 

http://www.youtube.com/watch?v=z2nQK0VSjd0&p=8FEDFD2954955484&playnext=1&index=1

 

http://www.youtube.com/watch?v=l_M1IbaOBVY

 

Ano 2009

 

Março de 2009  – Entrevista TV –Canal 40

 

 

 

 

 

Ano 2010

 

10 de Outubro de 2010 – Entrevista com João Gordo – Os Legendários – TV Record

http://noticias.r7.com/legendarios/videos/joao-gordo-visita-criancas-superdotadas-do-brasil-/idmedia/4d593d179dfc1bf61d9a907d.html?integrante=joao-gordo

 

Ano 2011

Ano 2012

 

25 de Junho de 2012 – TV Assembleia – Deputada Heroilma

 

 

 

02 de novembro de 2012 – Claquete – Otávio Mesquita – TV Bandeirantes

 

 

 

 

 

 

 

Ano 2013

 

10 de junho de 2013  – Família em Foco – Rede Paulina de TV

 

 

 

 

 

 

 

 

Falta a Liga e o Programa da XUXA – Falta o artigo on line do Alexandre e o da Ana Lucia Fanganielo.

 

PROCURAR LINKS OU DATAS DESSAS ENTREVISTAS

O Estado de São Paulo

Superdotados: pequenos notáveis

Jovem de 13 anos passa em 1º na UFPR

Revista ISTO É

Um futuro para Superdotados Carentes

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