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III Reunião do Fórum Legislativo para Altas Habilidades

27 de junho de 2012

O Fórum Legislativo das Altas Habilidades/Superdotação se reuniu pela terceira vez no dia 19 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo.  O fórum foi instituído no legislativo municipal pelo Vereador Eliseu Gabriel e é coordenado pela APAHSD.   A sua terceira reunião propôs a elaboração de regulamentação específica para o atendimento ao alto habilidoso na educação básica no Município de São Paulo, que foi apresentada pelo Prof. Giovanni Eldasi.

O Fórum contou com a participação de professores titulares da Universidade de São Paulo (USP) que trouxeram contribuições específicas de suas áreas de pesquisa e dirigentes de sindicatos de educação da cidade de São Paulo.

Compuseram a mesa, o vereador Eliseu Gabriel; a Profa. Dra. Nely Garcia, da Faculdade de Educação da USP; o Prof. Dr. José Alberto Aguilar Cortez, da Escola de Educação Física e Esportes da USP que representou também o Prof. Dr. Antonio Carlos Simões, do LAPSE, Laboratório de Psicossociologia do Esporte, da USP; a Profa. Ada Cristina Garcia Toscanini, presidente da Associação Paulista para Altas (APAHSD);  o Prof.  Giovanni Ferreira Eldasi,  Diretor da Rede Inclutopia, a Profa.  Marilva Silva Gonçalves, Dirigente Sindical do Sinesp; e o Prof. Ms. Arnaldo Ribeiro, secretário da Aprofem. O Fórum teve ainda relevantes contribuições na área de educação infantil enviadas pela Profa. Dra. Tizuko Kishimoto, do LABRIMP – Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da USP.

‘‘No mundo inteiro, 5% da população é super dotada, de todas as faixas sociais, de todas as etnias, de todas as cores. É um número muito expressivo. Isso precisa ser um bem e jogar a favor da sociedade e das famílias. Eles têm que ser muito felizes e ajudar o resto da população a ser feliz também’’, disse o vereador Eliseu Gabriel.

A Profa. Dra. Nely Garcia, da FEUSP, com a Profa. Ada Cristina, da APAHSD, ainda completaram dizendo que ‘‘esses 5% se referem só a alta habilidade cognitiva, não estamos incluindo as pessoas que tem altas habilidades em outras áreas, como corporais, musicais, artísticas, criativas, etc. Pela própria Organização Mundial da Saúde, esse índice se eleva de 15 a 20%. Não é um número pequeno’’.

A professora Marilva Soares, da Diretoria do Sinesp falou sobre a necessidade de se aprofundar esta discussão. ‘‘É um assunto que ainda está debaixo do tapete. Nós temos que colocá-lo em lugar de destaque, por que os nossos gestores lutam com muita dificuldade para atender esta demanda, é um assunto totalmente desconhecido’’, disse.

O professor Giovanni Eldasi lembrou que universidades como a de Harvard têm por volta de 48 Prêmios Nobel, em quanto o Brasil não tem nenhum. ‘‘Com certeza nós estamos aqui dando passos para os futuros Prêmios Nobel do Brasil. Dos prêmios da Universidade de Harvard, 34 tiveram atenção especial e políticas públicas. Essas políticas para o alto habilidoso estão aumentando e não são caras. A barreira é pedagógica, não há grandes gastos de infraestrutura’’, explicou.

O Prof. Dr. José Alberto Aguilar Cortez pode enfatizar que não se pode separar a cognição do movimento corporal, apontando a necessidade da identificação e atendimento  de alunos com talentos psicomotores, dado que a falta de oportunidades de desenvolvimento para esse público acarreta não só a perda de talentos para o mundo esportivo, mas também causa prejuízos em competências e habilidades previstas em todo o currículo escolar, publicando ainda nota em seu site.

A presença do Conselho de Pais da APAHSD, além de crianças com altas habilidades e professores da rede municipal, trouxe ainda importantes contribuições sobre a vivência e dificuldades do  dia-a-dia de alto-habilidosos.  O Fórum tem a sua próxima reunião prevista para o mês de agosto. Participe, divulgue, é um espaço destinado a todos!